Relatos
O que as famílias dizem
depois dos encontros
Os depoimentos aqui são reais — editados apenas para preservar privacidade, com autorização dos participantes.
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Anos de atividade
180+
Participantes atendidos
4,7
Avaliação média (de 5)
92%
Indicariam a amigos
Depoimentos
O que os participantes contam
Marcia Mello
Niterói, RJ — Dia de Conversa
Meu filho e eu não tínhamos conversado de verdade nos últimos dois anos. Não houve briga — só um afastamento que a gente foi adiando resolver. O encontro não consertou tudo, mas abriu uma porta que eu achei que estava fechada. A facilitadora soube quando falar e quando ficar em silêncio.
Maio de 2025
Jorge Azevedo
São Gonçalo, RJ — Série de Encontros
Fui com um certo ceticismo. Achei que ia ser uma coisa parecida com terapia de grupo, mas não foi isso. É bem mais discreto. Cada tarde tinha um tema e a gente praticava — literalmente praticava — como perguntar, como ouvir sem já estar pensando na resposta. Levei isso para casa.
Abril de 2025
Regina Souza
Niterói, RJ — Prog. Trimestral
Assinei o Programa Trimestral para mim e minha filha de 27 anos. Passamos o ano inteiro com esse fio condutor. O resumo escrito que recebíamos depois de cada sessão era algo que os dois podíamos reler. Uma coisa pequena que acabou tendo muito peso.
Maio de 2025
Paulo Lins
Maricá, RJ — Dia de Conversa
Meu pai tem 72 anos e eu queria registrar as histórias da família antes que elas se perdessem. O Dia de Conversa foi exatamente isso. Saímos de lá com coisas ditas que nunca tinham sido ditas — e com um senso de que havia tempo para isso.
Abril de 2025
Claudia Araújo
Niterói, RJ — Série de Encontros
Eu vim pela Série porque minha relação com minha sobrinha havia se tornado difícil nos últimos anos. Não foi na Série que resolvemos isso — não é assim que funciona. Mas eu aprendi a entrar naquelas conversas de uma forma diferente. Com mais paciência para o silêncio do outro.
Março de 2025
Fernanda Nunes
Rio de Janeiro, RJ — Prog. Trimestral
O que eu mais valorizei foi a seriedade com a questão da privacidade. Quando disseram que não havia gravação e que o resumo era só nosso, acreditei — e isso fez diferença na hora de falar. Coisas que eu não diria em público foram ditas ali, sem pesar no estômago depois.
Maio de 2025
Histórias
Três trajetórias, em detalhe
História 1 — Dia de Conversa
O ponto de partida
Uma mãe de 61 anos e seu filho de 34 haviam passado dois anos sem falar sobre a partilha informal de responsabilidades com os avós. O assunto aparecia, gerava tensão e era abandonado. Não havia conflito aberto, mas o silêncio cobrava um preço.
O que aconteceu no encontro
A facilitadora propôs que cada um falasse sobre o que entendia como "cuidar" — sem que o outro respondesse imediatamente. Esse exercício abriu um espaço que não havia antes: ficou claro que os dois tinham visões diferentes do que era responsabilidade, e nenhum dos dois havia dito isso em voz alta.
O que ficou
Não chegaram a uma solução naquele dia — mas combinaram continuar a conversa em casa. Três meses depois, a mãe enviou um e-mail dizendo que eles haviam encontrado um arranjo e que o encontro havia sido o que precisavam para começar.
"Não saí de lá com respostas, mas saí com perguntas melhores — e isso foi o suficiente para continuar."
História 2 — Série de Encontros
O ponto de partida
Um grupo de oito pessoas entre 43 e 67 anos, todas com relações difíceis com filhos ou netos adultos. Nenhuma havia discutido isso antes com pessoas fora da família. O primeiro encontro foi tenso — havia desconfiança sobre o que seria pedido.
O que aconteceu ao longo das seis tardes
O formato, com um tema por tarde, permitiu que o grupo desenvolvesse confiança gradualmente. Na segunda tarde, as pessoas já compartilhavam situações reais. Na quinta, discordaram entre si, de forma respeitosa, sobre o que é "cuidar de mais". Isso foi considerado um marco pelos participantes.
O que ficou
Quatro dos oito participantes se reencontraram informalmente após o fim da série. Dois relataram ter iniciado conversas com familiares que haviam adiado por meses. Um dos participantes se inscreveu novamente na turma seguinte.
"Não fui aprender a dar sermão. Fui aprender a escutar — e aprendi."
História 3 — Programa Trimestral
O ponto de partida
Uma mulher de 58 anos e sua filha de 30 vivem em cidades diferentes desde que a filha se mudou para o exterior três anos antes. As conversas por vídeo eram curtas e superficiais. A mãe queria mais proximidade; a filha sentia pressão. Nenhuma das duas conseguia dizer isso.
O que aconteceu ao longo do ano
As quatro sessões foram por vídeo. A distância física, curiosamente, tornou mais fácil falar. O resumo escrito de cada sessão — enviado por e-mail — virou um documento que as duas releram entre um encontro e outro. A terceira sessão foi a mais difícil; na quarta, as duas conseguiram falar sobre isso.
O que ficou
As conversas semanais por vídeo, agora, duram mais. Não muito mais — mas com mais substância. As duas renovaram para mais um ano de programa.
"Ter o resumo escrito foi como ter uma memória compartilhada — algo que existia entre nós dois, mesmo à distância."
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Equipe certificada em mediação
Todos os facilitadores têm certificação em mediação e formação complementar em facilitação de grupos e dinâmicas intergeracionais.
Reconhecimento municipal
A Vélio foi listada entre iniciativas culturais de destaque pelo Conselho Municipal de Cultura de Niterói em 2024.
Sem vínculos terapêuticos
A Vélio não é clínica, não atua como serviço de saúde e não emite laudos. Nossa atuação é cultural e educativa — sem licença regulada necessária.
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